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18 nov 2015

Comendador Ordinário.

Os valverdeiros e as valverdeiras hemos oiviu falar que os moços que trabalhavam na finca da Granja, se livravam de cumplir a mili porque o Estau, ao sei proprietário le havia otorgau certos privilégios por haver reconvertiu terrenos incultos em produtivos.

Assina o sabemos por boca dos seis descendentes, como Inmaculada Frade, quem me facilita  cópia do nombramento que o Rei dom Alfonso XII fai a favor da pessoa de D. Ambrosio Frade Suazo, no ano 1883.

No título reza o que segue:

DON ALFONSO XII REY CONSTITUCIONAL DE ESPAÑA.


Título de Comendador Ordinário em favor
de D. Ambrosio Frade Suazo.
Por cuanto queriendo dar una prueba de Mi Real aprecio á vos Don Ambrosio Frade Suazo; hé tenido á bien nombraros por Mi Decreto de veintitrés de Enero último, Comendador Ordinario de la Real Orden de Isabel la Católica, libre de gastos con arreglo á la ley de presupuestos de mil ochocientos cincuenta y nueve.

Por tanto os concedo los honores distinciones y uso de las insignias que os corresponden al tenor de los Estatutos confiando por las cualidades que os distinguen en que os esmerais en contribuir al mayor lustre de la Orden. Y de este título refrendado por el Secretario de la Orden y firmado por el Gran Canciller se tomará nota en la Contaduría de la misma.
Dado en Palacio á diez de Mayo de mil ochocientos ochenta y tres.


Yo el Rey

Yo, Don Mariano del Prado, Marqués de Acapulco Ministro Secretario de esta Real Orden, lo hice escribir por su Mandado

Baixo as firmas termina o documento como segue:

Título de Comendador Ordinario de la Orden Española de Isabel la Católica á favor de Don Ambrosio Frade Suazo.

Citando o livro de D. Domingo Domené HISTORIA DE SIERRA DE GATA (Cáceres), editau no ano 2008; na folha 210 fala de Una granja modelo dizendo que mutas das propiedais que foram desamortizás queiram nas mãs de especuladores ou de absentitas, provocando o abandono dos terrenos que foram mal explotaus, mas nõ todos os novos proprietários foram iguais. Alguns, certamente exemplares como o vizinho de Sã Martim de Trebelho, D. Ambrosio Frade Suazo, com certos terrenos procedentes da Ordem de Alcántara e outras que comprou a particulares se propõ crear ũa explotaciõ modelo.

Segando na Granja. Retrato facilitau por Miguel López Prieto.
Continua dizendo que no sitio da Granja, no término de Valverde, num terreno inculto fizo grandes
plantaciõs de vides e de oliveiras, levando a cabo igualmente a regeneraciõ dos pastizais.

Em reconhecimento do seu labor, o governo le concedeu privilegios pouco usuais naquela época:

- Eximir do serviço militar aos filhos do senhor Frade e aos filhos dos colonos nascius na explotaciõ.

- Eximir do pago da contribuciõ durante vinte anos.

- A concessiõ do título.

Ao mei parecer, o título de Comendador Ordinario de la Orden de Isabel la Católica, foi proposto por o Ministro de Fomento ao Consejo de Ministros, onde se aceitaria a proposta, sendo referendada por o Rei dom Alfonso XII mediante Real Decreto de 23 de jeneiro de 1883, publicau na Gaceta de Madrid desse mesmo dia.

Foi o Rei dom Fernando VII, mediante Real Decreto de 24 de março de 1815, quem creou a Real y Americana Orden de Isabel la Católica, para premiar la lealtad acrisolada y los méritos contraídos en favor de la prosperidad de aquellos territorios.

A 26 de maio de 1816 o Papa Pío VII promulgava a bula Viros magnos in regno com a qual aprovava e confirmava esta nova Ordem, concedendo aos seis Cavaleiros e Ministros as mesmas indulgências e gracias espirituais que aos da Ordem de Carlos III.

Em 1847 se reformam as Órdens Reais, perdendo esta o nome de Americana. Posteriormente, no ano 1851, mediante Real Decreto, se determinam de forma definitiva o sistema de concesiõ e os graus. No ano 1873 foi suprimida por Decreto do Governo Republicano, e dois anos depois volveu a ser instaurada com a subida ao trono do Rei Alfonso XII.

Insígnia de Encomenda com a Cruz da Ordem
By Heralder [CC BY-SA 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0) or GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html)], via Wikimedia Commons
A Ordem por aqueles tempos contava com trés classes de membros: Grandes Cruzes, Comendadores e Cavaleiros. Tos elis tinham que portar a Cruz da Ordem. Cada classe as portava de maneira diferente. A Cruz levava inerente a nobleza pessoal em favor de quem a gozar.

Na actualidai a Ordem se rege por o regulamento aprobau mediante Real Decreto 2395/1998, de 6 de novembre.


24 feb 2015

Exibiciõ de jotas a cargo do grupo u fresnu com a colaboraciõ da associaciõ pulsu y pua de Valverde.

        O passau 1 de fevereiro, com motivo da celebraciõ das tradicionais festas em honor a Sã Bras, o grupo e a associaciõ valverdeiros u fresnu e pulsu y pua, nos deleitaram no salõ de actos da área cultural val verde, com um repertorio  folclórico de bailes e canciõs que aprenderam dos nossos maiores, mutos dos cuais ia nõ estam entre nós.
grupo u fresnu.Foto de Senén García
Grupos: Pulsu i pua e U fresnu. Foto de Senén García.

Nos toca vivil nũa época que chamam da globalizaçiõ, caracterizá em que to é igual em tos os lugares em to momento, pero isto trai um problema grave cuando nõ somos conscientes de que levamos com nós ũa carga cultural e ũas tradiciõs que nos fazem singulares e diferentes a oitros lugares o regiõs que levam o levavam as suas propias notas diferenciadoras, se bem agora, por isso de estal tos intercomunicaus as 24 horas do dia, nos fai menos distintos.

O problema é que vamos perdendo parte do nosso património cultural de manieria que os que venham ao mundo nestes rincõs, no próximo século, é fácil que desconhezam que era um panhizuelo de 100 colores, as saias de picao, a fraldiqueira, o mandil bordau, as canciõs de a chana e manojo le escribe cartas a su hermana la pequeña, as canciõs de picadilho, as jotas os redobles, etc...

Com a exibiciõ, u fresnu assina como pulsu y pua, volvem a recordal que nõ vivimos para sempres e por o tanto toa esta riqueza que inda disfrutamos a través delas e deles e que a nos pertenece, se dirá perdendo se nõ hai quem quiera agarral o testigo. É por isso que vos pedem aos zagais e zagalas novos e novas que vos animeis a participal, para seguil aprendendo e conservando esta riqueza e assina podel transmití-la a quem venha detrás de nós, que seguro que saberá apreciá-lo e agradezé-lo.

Solo necessitais um poico de interés para ocupal bem um poico do vosso tempo livre junto a um grupo de pessoas que disfrutam aprendendo, bailando e dando a conhecel este precioso património em celebraciõs o festividais, bem no nosso lugal como em oitros sitios.

Alí ondi sõ invitaus a participal sempres sõ bem recibius e ademais, a colaboraciõ com estas associaciõs facilita a possibilidai de comunical-se com oitras pessoas, sentil-se arropau e aprendel de oitros grupos com as mesmas aficiõs inda que levem folclore distinto.

Vos animo em nome do grupo de jotas U FRESNU e da associaciõ PULSU y PUA a que vos aponteis para aprendel, bailal e ensinal o dia de aminhã aos que venham detrás de vos, para que sigamos conservando aquilo que nos distingue de forma tam coloria, armónica e preciosa.

Para terminal vos mostro um vídeo feito com os retratos da exibiciõ, que foi editau com as suas propias tomas por o nosso paisano e bo amigo Senén García Carrizo.


Espero que vos goste.

Festas de Sã Bras, 2015. from valverdeiru on Vimeo.

Nota: Este trabalho está escrito na minha proposta de FALA, a lingua dos tres lugares de as Elhas, Sã Martim de Trevelho e Valverde, que ei gosto em chamal XALIMEGO; porque falas sõ trés: lagarteiro, manhego e valverdeiro.

28 jul 2011

Valverdi.

U día 7 de juliu de fai dois anus subí a entrá que baju u nomi de "VALVERDI ¿Pur qué u (a) chamamus Valverdi du Fresnu?" daba a minha opinión cu respectu a cuantu ei cunhocía sobri u tema.
Amanecendu en Valverdi.
 Esta misma entrá foi publicá ena edición correspondienti a Juliu du mismu anu da Crónica Sierra de Gata, sección US TRES LUGARIS.

Agora, gracias a mei padrinhu Enrique Burguet que me do a cunhocel dientri da Editora Audio&Visual Factory y cu as portas que me abríu a redactora Anna Ventayol, he vistu cumpliu un dus meis sonhus. Nesti casu ca idea que ei tenhu du nomi du nosu lugal poda chegal au cunhocimentu de muta genti.

A editora Audio&Visual Factory publica a rivista "D&M detección y monedas", a primeira rivista a nivel nacional pa us aficionaus aus detectoris de metais, a numismática, a investigación histórica y u coleccionismu.

Enu númeru 25 que seiu publicau nesti mismu mes de juliu apareci u artículu sobri u nomi de Valverdi, en castelhanu u que da posibilidai de que mais genti poda leelu y debatilu.

Ademais he contau cu mais espaciu pa publicalu u que facilita a compresión pa quen u lea dau que está menus resumiu y conta cu a relación das fontis enas que he bebiu pa ficelu.

Quen queira disponhel du númeru compretu da rivista, poi vel as formas de compralu entrandu ena web da rivista que tindis arriba.

Si queréis solu contal cu artículu, pinchéi encima du enlaci que vus ponhu aquí debaju.

VALVERDE ¿Por qué la denominamos Valverde del Fresno?

Deseu que vus gusti. Si alguén ten otra opinión o datus que contradigan u que ei defendu, me gustaría que me dera a cunhocel as suas pesquisas o fundamentus.

13 jul 2011

Us tempus cambian.


Repartu de correu motorizau.

Han cambiau mutu us tempus de fai cen anus pa ca, tamén cu que respecta au serviciu de correus.
U Vernis día 18 de noviembri de 1910, enu diariu CORRESPONDENCIA DE ESPAÑA, edición da minhán y sección “Buzón de Provincias”; se reproducía a queixa de varius vicinhus valverdeirus sobri u serviciu de correus purque habían pediu qu' u peatón que facía u serviciu diariu se detuvera en Valverdi un'a hora, pa puel contestal enu día a correspondiencia urgenti, dicendu qu'a medía sería recibía cu aplausu, sobri to puru comerciu y puras dependencias oficiais comu u ayuntamentu, aduanas y carabinheirus.
Us vicinhus dijeran qu'a contestación foi comu dalis cua badila enus nudilhus, purque en lugal de qu' u peatón aguantara un'a hora, ordenaran que durmira en Valverdi.
Desta forma quedaran piol qu'antis purque se perdían 24 horas mais pa seida das cartas, causandu un perjuiciu ben notoriu, molestandu, de forma inútil au modestu empleau que conduci a valija y perjudicandu as Elhas y a San Martín, aus que tamén alcanzaba esti novu retrasu d' un día.
É pur isu que cua queixa pidían qu' as coisas volveran au estau enu que se encontraba antis das gestions realizás.
U día de San Bras du anu 1927 u ayuntamentu pur unanimidai acordaba pidil a Dirección General de Comunicaciones, que se creara ena vilha un'a estafeta de correus cu caja postal d'ahorrus.
Dois anus dispois se acorda incluil enus presupuestus municipais u créditu extraordinariu pa leval pa dientri a construcción da casa du serviciu unipersonal de correus y telégrafus.
D' aquelis primeirus tempus a agora ha choviu mutu.
Mónica. Agenti de repartu motorizau.
Belarmina é a empleá que mais tempu leva ena oficina y me conta qu'antis cuandu sei padri era u carteiru a genti esperaba cu impaciencia a que chegara, que pur certu nun tinha horariu. Había muta genti vivindu enu campu que subía us dumingus y era nesis días cuandu recolhían as cartas, algún paqueti o ponhían un giru postal pa u filhu que estaba prestandu u serviciu milital.
Había cuatru persoas trabalhandu pa oficina, duas a tempu compretu y duas a tempu parcial, cu horariu au públicu mais ámpliu du que se presta agora.
Que si ben a genti utiliza otrus medius pa comunicarsi, hay mutu mais correu qu'antis.
Que ha lutau mutu pur conseguil milhoras comu a da oficina o a motu de repartu. Recorda cuandu pur falta de presupostu tinha que alquilal cocheiras enas que pasaba muta vergonha pur u estau tan lamentabli du serviciu.
U nucleu de población de Valverdi hoxi é muy extensu y non se podía repartil cu agilidai toas as cartas.
Esta minhán a primeira hora se preparaban pa faena Paco u lagarteiru, que ven realizandu tareas d' oficina y de repartu de forma temporal, y Mónica.
A primeirus de febreiru desti anu se creó pur fin a praza de repartu motorizau pa Valverdi que foi cuberta pur Mónica y tomó posesión u día 1 de marzu.
Desdi entoncis a vemus recorrel a sección 2 du lugal montá ena motu repartindu u correu y a paquetería. Me dí qu'u lugal pa u serviciu de correus está dividiu en duas seccions. A segunda sección empeza desde u ríu ponti hasta a gasolineira y toa a zona du tesu rutu asina comu as cortis. A primeira sección é u que sempris hemus chamau comu “u lugal”, podemus dicel que se trata du centru.
Mónica é de Cia Rodrigu y está encantá, le gusta mutu u lugal y se fai tos us días 12 a 13 kilómetrus de repartu. U que non me contó peru mu diju Belarmina é que sobri to au principiu u pasó mal cu algún perru sortu pur as callis.
A vel si siguin cambiandu pa ben as coisas y vemus ampliau u horariu d' atención au públicu ena oficina y acercan de verdai a administración aus ciudadanus adaptándua as novas tecnologías que podamus punhel pur ejemplu un giru postal sin tel que desplazarmus aus Foius.

11 dic 2010

U Val de Xálima y a sua fala.


Esta obra "U VAL DE XÁLIMA Y SU FALA. PAISAJES DE MI VIDA" a fizu u nosu paisanu Luis Rafael López, participandu enu Programa: Paisajes de nuestra vida, dentru du segundu ciclu da "Aula de la Experiencia", da Universidai de Huelva, duranti u pasau cursu 2009-2010 y baju a coordinación du Sr. Catedráticu
d´aquela universidai D. Jesús Monteagudo López Menchero.
Luis me fizu acreedol un´a copia y me quedí prendau d´ela. Muy a pesal du propiu autol, que antis de que ei leera ni siquera u títulu; cu muta humildai me dicía qu´a treia purque ei había mostrau interés en cunhocel a obra, cuandu él andaba recopilandu datus y sólu le rondaba ena cabeza unha vaga idea du que podría
sel u resultau final.
Me quedí prendau, purque intuía desde ya fai algún tempu que Luis tinha un´a predisposición innata pa contal historias que inda nun había explotau.
Si ben u trabalhu nun é propiamenti un relatu d´aquelis tempus que le tocó vivil de pequenu, sí é un´a forma valenti, meditá y magistral de expunhel fora du nosu lugal y dientri de persoas cultivás, as características físicas, a flora y a fauna, us aspectus mais importantis da geografía e hidrografía; notas relativas a nosa historia, mezclás cuas suas vivencias personais, un´a muy ben documentá exposición sobri a NOSA FALA. Toa a obra adorná cu mutas y muy boas fotus y terminandu cua palreira entre dois velhus, que perteneci a un trabalhu que mei difuntu padri tituló: "Du que en otrus tempus foi Valverdi".
Te doy as gracias Luis, primeiramenti pur u detalli de punhel u brochi cu relatu de mei padri, tamén pur darmi u permisu pa subil a copia a ré de redis cu fin de qu´aquelas persoas que queiran, podan bajala pa sua consulta.
Te sigu animandu pa que algún día mus sorprendas cu esa gracia especial que tes pa plasmal as tuas vivencias de zagal enu nosu valverdeiru.
Nesti bolg tes a porta aberta.
A copia se poi bajal, clicandu encima desti enlaci:
U VAL DE XÁLIMA Y A SUA FALA.
Si sintís curiosidai puru nosu vali, Valverdi, a nosa fala y a sua genti, vus animu a que eitéis un vistazu, tamén podéis bajala pa consulta. Si utilizas parti de ela pa un trabalhu tei, u mínimu que pedimus é que faias referencia a ela y u sei autol.

5 may 2010

Otrus Idiomas

Tendu comu pretestu a celebración du día du libru; a finais du pasau mes d´Abril; a Escuela Oficial de Idiomas de Plasencia levó a cabu pur tercel anu siguiu a actividai de Talleris: "Otrus Idiomas". Esti anu us talleris foran de árabi, fala, lenguaji de signus y rusu.
Ena Escuela Oficial de Idiomas se ensina alemán, francés, inglés, italianu y purtugués y desean, cu estas actividais, cuñocel y acercarsi a otras lenguas, que son a manifestación da diversidai de culturas da humanidai y baju a premisa de que toas elas tenin u mismu valol, porque toas son unha seña de identidai das comunidais que as falan y acercarmus a elas é chegal a ca unha desas comunidais y sabel un poicu mais de nos mismos; tal y comu me dicía u coordinadol D. Federicu Alonso u 28 d´Abril, día que tuvi u honol de participal enus talleris cua presentación da fala das Ellas, San Martín de Trevellu y Valverdi du Fresnu y as suas variantis lagarteira, mañega y valverdeira, según u lugal enu que se fali.
Ademais de dal a cuñocel a nosa fala y de interpretal cua ajuda da miña paisana Antonia Carrasco Andrade u "diálogu d´unha parella de octogenarius", que perteneci a obra de Isabel López Lajas, nacía en Valverdi du Fresnu enu anu de 1884 y que morreu enu anu de 1967. Obra publicá baju u títulu Seis sainetes valverdeiros, pur Henrique Costas González, - Edicions Positivas - en Febreiru de 1998. Tamén fici pa velu enu tallel da fala, esti videu que he subiu a youtube baju u títulu Otrus Idiomas.

7 jul 2009

VALVERDI. ¿Pur qué a chamamus Valverdi du Fresnu?

¿De ondi ven u nomi du nosu lugal?
Hay varias opinions, mais comu hasta agora nun tenhu cunhocimentu de que se haya publicau ninhunma que se basi en documentus totalmenti certeirus sobri u “nomi” y sobri u “apelliu” de Valverdi, voy ei tamén, en razón a u que conhozu; a lanzal a minha hipótesis.
U día 10 de juniu de 1992, na sección Tribuna du diariu HOY aparecía, baju u títulu: "Sobre los orígenes de Valverde del Fresno", firmau por David Piñero que, entre otras coisas, dicía:
"Gracias a los trabajos de investigación de Enríque Burguet Fuentes, que durante largos años ha visitado bibliotecas y archivos, buscando en estanterías y viejos armarios, podemos saber hoy de dónde le viene el nombre a nuestro querido pueblo.
.../...
Vaya en este escrito nuestro agradecimiento a Enríque Burguet Fuentes, por su preocupación en la ardua labor de indagar en el túnel del tiempo, sacando a la luz mucho de la oscuridad que envuelve nuestro pasado".
Nu artículu se dicía que u nomi de Valverdi le vinha de un fresnu que había nu mediu da praza, según figuraba nas "Relaciones Topográficas de los Pueblos de España"; obra que pudi estudial fai poicu, gracias a desinteresada colaboración que me ofreceu Enríque Burguet con quen me sintu en deuda.
Nú prólogu du libru: “Relaciones Topográficas de los Pueblos de España. Lo más interesante de ellos”, escritu pur D. JUAN ORTEGA RUBIO, Catedráticu de Historia de Espanha na Universidai Central, editau nu anu de 1918; manifesta que as Relacions se ficeran en razón a distintas órdinis du Rey Felipe II, en us anus de 1574 a 1578. Us originais de estas Relacions se conservan na Real Biblioteca de San Lorenzo del Escorial.
Nu foliu 19 du tomu VII dici: “Descripción de la villa de Valverde por el rector Velasco.»
U rectol Velascu comenza dicendu:
“Valverde.
En la sierra de Gata, provincia de Extremadura, hay una villa de 600 vecinos, que es de la Orden de Alcántara y del partido de Gata, fundada no hace 200 años y poblada por los vecinos de otra villa que se despobló y cuyo nombre era Lalnaleón, a la cual el autor del Pontifical llama equivocadamente Monleón, distante de la primera 3 leguas, también de los restos de otro pueblo que se despobló del mismo modo y distante una legua de Valverde que se decía Torre de la Mata. Tomó el nombre de Valverde por el sitio en que se halla fundada, siendo de notar que en medio de la plaza hay rica y abundante fuente de agua, la cual está al pie de un fresno muy grande, cuyo tronco tiene 42 pies de a diez puntos de gordo, y dentro de dicho tronco, que está hueco, pueden caber 5 o 6 personas.
…/…”
U autol du Pontifical, y u rectol Velasco se equivocaran na lectura das respostas de Valverdi, ya que ni se trataba de Lalnaleón, ni de Monleón, comu suponhu que vus habréis dau conta. Era Salvaleón.
Según estas respostas que se deran as cédulas requisitorias du Rey Felipe II, vemus que Valverdi se chama asina pur u sitiu ondi se encontra enclavau.
Tamen pensaríamus, que u apelliu Fresnu le ven pur u árbul que se encontraba nu mediu da praza, que era bastanti singular pur a sua envergadura; sinembargu, na relación solu se nombra a u lugal pur u nomi. Nu restu du textu que fala du lugal, en ninhun párrafu apareci Valverde del Fresno; solu dí que está en a Serra de Gata, provincia de Extremadura.
¿Cómu aparecía u nosu lugal nus documentus oficiais?
Dejandu aparti as grafías mais u menus acertás de Balverde, Valberde, Valverde; en un documentu poi aparecel escritu de varias formas distintas.
Veamus:
Archivo General de Indias. Sección Contratación 5219, N.1.R.3.
Esti documentu trata de un expedienti de información y licencia de pasajeiru as Indias. U pasajeiru era u nosu paisanu Pedro López. Está fechau nu anu de 1557. Era un criau de Antonio Rosales. Contadol de Guatemala.
U foliu primeiru comenza: “En la villa de Balverde que es de la orden y partido de Alcántara…” Si siguimus leendu u documentu volvi a aparecel solu Valverde y volvi a dicel igual que en un foliu primeriu que é da “Orden y partido de Alcántara”.
Fala solu de Valverde, igual que en as Relacions de Felipe II, escritas vinti y tantus anus depois.
Na Real Chancillería de Valladolid, na sección de Hijosdalgo, encontramus unma carta requisitoria de Hidalgía, de 1671, de D. Juan Cid de Orta, pur habela quemau u Rebeldi Portugés. Nesti documentu encontramus “Balberde, Villa de Balberde, Villa de Valberde de Alcántara, Villa de Balberde de Alcántara tierra de Sierra de Gata”.
En 1726, un vecinho vendi a otru un asentu de munhu de pan muel, cun u sei terrenu a u sitiu chamau “Los Montejos”. Escritura que fai u escribanu du ayuntamentu D. Silvestre Carrasco. A escritura comenza: “En la Villa de Valverde, a treinta y uno del mes de…”
En 1735, dois vecinhos que foran Alcaldis nu anu anteriol, otorgan podel pa sel representaus na Real Chancillería de Valladolid. U documentu empeza: “En la Villa de Valverde, a dos días del mes de…”
Na Real Chancillería de Valladolid, encontramus un extensu pleitu entre dois cunhaus nu que apareci Valverdi asina:
“…/…
A los señores Alcaldes Ordinarios, o sus Lugar Tenientes de la Villa de Valverde del partido de la ciudad de Coria...
…y tierras en la Villa de Valverde
…Zenso de Valverde
…Apoderado y vecino de Valverde Franciso Sevillano.
…y vecinos de Valberde en la Sierra de Gatta.
…sobre los propios y rentas de la Villa de Valverde de la Sierra
…con facultad real contra la Villa de Valverde de la Sierra de Gata”.
Veamus de novu.
Nu númeru 68 da revista Alcántara Enero-Junio 2008, apareci u artículu: “Orígenes históricos y pervivencia de “A Fala”” de D. Domingo Domené Sánchez.
Dici D. Domingo Domené que nu siglu XII duranti a repoblación de estas terras se puseran de acordu u obispu da Ciai (Ciudad Rodrigo) cun u de Coria y cun a Ordin du Hospital; marcandu us límitis de ca unma das diócesis, aceptandu a diocésis de Coria que as iglesias de Trevellu y Fresnu (Fraxinete), pasaran a diócesis da Ciai. Dicía que Fraxinete estaba a u suroesti das Ellas y que en fecha descunhocía dejó de sel da Ordin du Hospital pa sel de realengo y cuandu as Ellas dejó de sel de Coria pa agregarsi a encomenda de Salvaleón a que pertenecía (Valverde de la Sierra); as duas “El Fresno” y “Valverde de la Sierra se uniran pa formal u que hoixi se cunhoci comu Valverde del Fresno.
Apunta u señol Domené que U Fresnu se debería de encontral na zona cunhocía comu A Cañá.
Tumba antropomorfa na zona da Cañá.
Creu que cuandu se apunta que u nosu Valverdi, algunma ve se chamó “Valverde de la Sierra, debi de entendersi comu unma maneira resumía de dicel “Valverde de la Sierra de Gata”. Nun debemus dal mutu créditu u nomi Valverde de la Sierra sin mais pa u nosu lugal, ya que Valverde de la Sierra existía, pero nun pertenecía a entoncis provincia de Extremadura. Valverde de la Sierra era y é actualmenti un lugal da provincia de León.
E mais lógicu pensal que se le chamaba y se solía escribil comu Valverde y que pa diferencialu de otrus Valverdis se anhadían us complementus “de la Orden de Alcántara, tierra de la Sierra de Gata”, tamén “de la Sierracuandu ya se había identificau a u lugal en otra parti du documentu.
U que está claru é que nu siglu XVI, que tinhamus un fresnu hermosu na praza, as referencias a Valverdi, que abundan nus documentus civís, destacan pur a ausencia du Fresnu nu nomi.
Pur u tantu siguindu a pista du señol Domené, é muy probabli que us primeirus documentus que falin de Valverde del Fresno se encontrin nus archivus eclesiásticus y que estén ficendu referencia a Valverdi a partil du momentu en que se despobla U Fresnu y us seis moradoris se venin pa u nosu lugal; mentras que nus documentus civís hasta avanzau u siglu XVIII nun fora tan común identificalu de esta guisa, comu hemus vistu. Nomi que pudu dil trascendendu desde a Iglesia hasta us vicinhus y finalmenti a us estamentus civís debiu seguramenti a influencia positiva que poicu a poicu fora ejercendu a coincidencia du árbol da praza, según diba ficéndusi mais singular, pur a sua longevidai y a envergadura que cun us anus diba collendu.
Comu hay muta posibilidai de que a famosa fonti que se nombra nas “Relaciones topográficas de los pueblos de España”, siga nu subsuelu da praza, u que procura a humedai suficienti pa que un fresnu se dé con muta facilidai; nun estaría de mais volver a rehabilital un fresnu nu mediu da praza. Idea que tamén se apuntaba nu artículu du diariu HOY, de fecha 10 de juniu de 1992. Nas inmediacions du fresnu podría instalarsi un atril informativu nu que aparecera u comenzu da descripción de Valverdi según aparecía nas “Relaciones Topográficas de los pueblos de España”.
Esti fresnu podría engalanarsi tamén nas festas navidenhas y sempris sería milhol que cortal un abetu ca fin de anu.

23 ene 2009

Asesinatu du Cura Párrocu.

En Valverdi existía umha costumbri, que ei viví de pequenu, y que tinha u sei iniciu comu consecuencia du asesinatu de un cura párrocu du lugal.
Se trataba de tiral umha pedra nu sitiu ondi us malloris dicían que umha partía de ladrons habían raptau o matau a un cura du lugal. Esti sitiu se encontraba nu caminhu de Valverdi a ermita du Espíritu Santu y, comu a costumbri era de gran arraigu populal, a pila de pedras amontoná era considerabli.
Agora, que nun existi ni a costumbri ni a pila de pedras nu caminhu; he tiu a boa sorti de encontral referencias de bo créditu sobri u asesinatu y a sorti que correran algúns dus asesinus, entri us que figuraban us tristementi cunhucius comu “los Montejo”; de us que supi gracias a D. Florentino Parra Iglesias, cronista da nosa villa, que mus fala de elis nu sei libru “EN EL CONFÍN DE LA SIERRA DE GATA”, impresu en Cáciris, nu anu 1993.
D. Florentino Parra, nu capítulu “EL TRÍSTEMENTE CELEBRE MONTEJO” de ditu libru, depois de transcribil un parti publicau nu boletín oficial da provincia de 5 de septiembri du 1839, relativu a morti de 16 membrus da gavilla du Monteju; escribi: “A raiz de esta última derrota, tanto el Montejo, como su sobrino Narciso Flores, se esfuman sin que se vuelva a saber de ellos”. Y sigui mais adientri: “Creemos que él nunca se rindió, a pesar de ser vencido, y que posiblemente se exilió en Francia en unión de otros leales de don Carlos”.
Us Montejus nun se exilaran a Francia, pur u menus u sobrinhu Narciso Flores, du que volvemus a sabel treci anus depois.
Pudía sel u 12 de Maio du anu 1852; D. Pedro Benito Picado cura párrocu de Valverdi du Fresnu se encontraba cazandu, probablementi na zona ondi a costumbri populal foi levantandu a pila de pedras a modu de tristi recordu du que en aquel fatídicu día y lugal aconteceu y tamén pur u mutu apreciu que us vicinhus de entoncis le profesaban.
D. Pedro foi sorprendiu y maniatau pur umha partía que capitaneaban us Monteju, us cuais tamén habían dau morti en otras ocasions a dois notablis hermanus de Valverdi, apellidaus Quiroga y a D. Pedro Mateos, entri otrus.
A partil de aquel momentu, cunhocendu us lugarenhus a maneira de obral de aquelis vándalus; comenzaran a temel pur a sorti du sei cura párrocu. U únicu que superan foi que a mesma tardi da sua desventura, escribiu umha carta a sua familia pidindu, de rescati pur a sua vida; doscentas onzas. Seti días depois, inda nun se sabía du sei paradeiru pur u que us mais cercanus au cura, a sua familia y amigus; se encontraban apesadumbraus pensandu que prontu podrían tel nuticias de un novu crimen y que esti podría vil de Portugal, ondi se sabía que us Monteju tinhan a sua residencia y protección.
Dois mesis depois, habendu recibiu us raptoris u importi exigiu, asesinan au cura sin piedai, nu reinu de Portugal, ondi u habían levau.
Tras arduas tareas de búsqueda tantu pur parti das autoridais nosas comu das portuguesas, son capturaus us criminais nu entoncis concellu de Moncorbo, da provincia de Tras-os-Montes. Us periódicus que informan da nuticia, non dudan de que as autoridais portuguesas pondrán a us asesinus muy prontu nas mans dus delegaus españois en razón de un conveniu internacional firmau nu 8 de marzu de 1823, que en aquelis anus siguía vigenti.
Umha vez entregaus us criminais, se forma juiciu sumariu milital contra elis y casi dois anus depois se pronuncia sentencia pur u tribunal milital contra Narciso Flores (a) Montejo y contra Santiago Ramiro (a) Cervato. Son declaraus culpablis de aprehension, roibu y asesinatu verificaus na pesoa du cura párrocu de Valverdi du Fresnu, D. Pedro Benito Picado nu anu de 1851. Según apareci nu periódicu de entoncis: “LA ESPERANZA. Periódico Monárquico. Número: 2828. Lunes 9 de Enero de 1854”.

La ilustración pertenece al proyecto LIFE, no permite su uso comercial.

A sentencia foi de pena de morti en garroti vil, sentencia que recibiran con resignación na capilla da Iglesia u día 27 de Diciembri de 1854, dois días antis da ejecución que se levó a cabu publicamenti nu lugal. Espectáculu que quedaría pa sempris grabau nas pesoas que u viran, pur a crudeza y posibli sufrimentu dus ejecutaus.
Foi tamén sorprendenti pa us que estuveran au lau dus reus en aquelis dois últimus días da sua vida, de qué maneira tan devota se prepararan, confesaran y asistiran a us actus religiosus previus a ejecución, aquelas duas pesoas tan apegás au crimen.
Us vicinhus presentis se digustaran bastanti mentras se ejecutaba a sentencia ya que u pau du garroti vil era demasiau gordu; istu fizu a ejecución mais larga y dolorosa tantu pa Narcisu comu pa Santiagu; tendu que dil us vicinhus du lugal a buscal umha azulea pa degastal u pau; situación que us dois reus superan sufril cun bo espíritu.
Pareci sel que esta ejecución sirviu pa acercal mais as poblacions rayanas baju u acordu recíprocu, - ya que a situación fronteriza daba lugal, cun frecuencia a albergal criminais de un lau y de otru; - de que ninhumha de elas consentiría nu sei términu ninhún tipu de criminais.
Esti relatu se basa nus feitus que aparecin reflejaus nus periódicus de aquelis anus, que citu a continuación:

“Edición de Madrid - EL CLAMOR – Diario de Administración, Comercio, Industria, Ciencias, Literatura, Artes, Noticias Oficiales y Anuncios”. Número: 2413. Miércoles 2 de Junio de 1852.

“Edición de Madrid – EL CLAMOR POPULAR – Periódico del Partido Liberal”.Número: 2447. Martes 15 de Julio de 1852.

“EL ÁNCORA. Diario Religioso-Social, Económico-Administrativo, Literario, Mercantil, de Noticias y Avisos”. Número: 974. Martes 31 de Agosto de 1852.

“LA ESPERANZA. Periódico Monárquico”. Número: 2828. Lunes 9 de Enero de 1854.

14 mar 2007

SEMANA SANTA 2007.



José Berrío y José Suárez, socius da Cofradía de la Vera Cruz, me entregaran u programa de Semana Santa desti anu 2007.

Na portá apareci "U amarrau" destacandu sobri un fondu brancu.

En primel lugal a Cofradía comenza agradecendu a colaboración a tos us veciñus y a tos aquelis que venin a pasal cun us seis familiaris y amigus a nosa Semana Santa u lugal.

Depois sigui u escritu afirmandu que "cun a vosa presencia y participación, conseguiremus qu´as nosas costumbris y tradicions permanezcan vivas".

U programa d´actus e comu sigui:

JOVIS 15 DE MARZU.- As oitu da tardi trasladu de "Jesús Nazarenu" a Igresia. A continuación tendrá lugal a Novena.

VERNIS 23 DE MARZU.- As oitu da tardi celebración da Eucaristía y depois a procesión du "Santu Vía Crucis", cun u recorriu de costumbri.

JOVIS 29 DE MARZU.- As oitu da tardi Confesión comunitaria, na Igresia Parroquial.

VERNIS 30 DE MARZU.- As oitu da tardi celebración da Eucaristía y a continuación "Procesión da Virgen dus Doloris". U final da procesión u Grupu Coral Valverdeiru despedirá a Virgen cun a plegaria "Sálvami".

DOMINGU 1 D´ABRIL (Domingu de Ramus).- As 11 da miñan se procederá a bendición dus "Ramus" na Ermita du Santu Cristu y procesión hacia a Parroquia pa celebral a Eucaristía. As cuatru y media da tardi rezu du Santu Rosariu y subasta dus pasus das imáginis, na Ermita.

2, 3 y 4 D´ABRIL.- De 11 da miñan a 2 du mediu día y de 5 a 7 da tardi; se repartirán as "Bicas de No Señol", na cochera d´Angelines, que se encontra na Avenía de don Santus Robledu.

JOVIS SANTU 5 D´ABRIL.- "Procesión dus Pasus" desdi u Santu Cristu a Igresia a partil das cuatru y media da tardi. As 7 da tardi celebración da "Cea du Señol". As 10 da noiti "Procesión dus Encontrus", depois a "Hora Santa" frenti u Monumentu.

VERNIS SANTU 6 D´ABRIL.- As 10 de miñan, trasladu das Imaginis u Santu Cristu. Pur a tardi a isu das 6, celebración da "Pasión y morti du Señol" y as 10 da noiti "Procesión du Santu Enterru".

SABADU SANTU 7 D´ABRIL.- As 10 da noiti celebración d´"A Luz, U Bautismu y a Eucaristía" na Igresia Parroquial. As 11 da noiti "Procesión du encontru con Jesús Resucitau", terminandu na Ermita du Santu Cristu.

Ei personalmenti vus animu tantu us creyentis, comu us curiosus y a tos aquelis que s´encontrin pur esas fechas nu nosu lugal, que nun dejin d´asistil y participal nas procesions cun recollimentu y respetu, pa podel recibil a forza, u encantu y a belleza que transmitin tantu as imáginis, comu as lucis y as estampas de algumas callis, sin olvidal u sentimentu que ponin us barrenecus y a seriedai y armonía dus que siguindu a tradicion as vivin tos us anus con piedai.

Felicis Festas de Semana Santa.