20 oct. 2015

A conta da recém editá novela de Javier Quiñones "El hijo del guarda."

O próximo sábado, dia 24 de outubre, na Área Cultural "Val verde", sita na avenida doctor don Casto Prieto Carrasco 12, de Valverde do Fresno, a isso da media para as oito da tarde, se presenta o livro de Javier Quiñones El hijo del guarda. 

Promove o acto Muñoz Moya Editores em colaboraciõ com o Excmo. Ajuntamento de Valverde do Fresno.

Presidirá a mesa a Sra. Alcaldesa do Ajuntamento de Valverde, Dª. Cristina Carrasco Obregón; na que participarã don Juan Ignacio Jiménez Velasco de Muñoz Moya Editores, don Fernando Ayala Vicente, escritor, Doctor en Filosofía y Letras e diputau na Asamblea de Extremadura por o grupo parlamentario PSOE-SIEX; o investigador local D. Antonio Manuel Corredera Plaza e o propio autor da obra D. Javier Quiñones.

Javier Quiñones, naceu em Burgos em 1954, agora reside em Barcelona onde desarrolha a sua lavor de professor de secundária.

Se deu a conhocel no mundo das letras com a sua obra De libertad tendidas mis banderas, editá em 1993, com a que ganhou o Premio Internacional de Contos Max Aub. No ano 1997 le concederam o Premio Ciudai de Barbastro por a sua novela Años triunfales. Prisión y muerte de Julián Besteiro. Da que di Camilo José Cela no prólogo da ediciõ que "deja un regusto amargo de una época sombría de nuestra historia más violenta, pero su autor contribuye a la paz de los espíritus con el equilibrado manejo de la verdad."

Poderia seguil relacionando títulos da sua prolífica e bem acolhia obra, pero prefiro que seais vós os que vos tomeis o vosso tempo para que descubrais a sua fina sensibilidai e vos convido a que  empeceis por o final, visitando as entrás do sei blog literario "De ahora en adelante. Páginas de literatura y vida."

E agora vos vou a contal algo da gestaciõ do livro El hijo del guarda.

Javier Quiñones. Autorretrato.
Javier é neto dum guarda forestal que no primeiro quarto da centúria passá vinho de Gata a trabalhal a Valverde, onde se ganhou o carinho de muta gente. Tinha várias filhas e dois filhos. O maior  era o padre do nosso amigo Javier Quiñones, autor do livro.

A Javier le mortificava o pouco que sabia do passau de sei padre, por o que com o fim de sel da Cárcel Real de Cória quando tinha 17 anos; inicia um trabalho de investigaciõ que culmina com a ediciõ desta obra, publicá por Muñoz Moya Editores.
angústia que le causava tanta oscuridai; na mais morrel este e partindo das parcas palavras que haviam seido da sua boca, nas que dizia que havia siu encarcelau na

Nos inícios das primeiras indagaciõs perguntando as suas tias, se vai dando conta de que desconhoce casi ao completo o passau de sei padre, comandante do ejercito do Aire. O mesmo que com 17 anos havia colaborau a favor do Frente Popular nas elecciõs de fevereiro de 1936 e que de seguiu fundaria a Juventud Socialista en Valverde.

Que alegria senti quando revisando as cópias digitais que guardo na minha casa, dos documentos consultaus, apareceu ante os meis olhos, no monitor da minha computadora, a carta que o aguelo de Javier escrivia com membrete da guarderia do Distrito Forestal de Cáceres ao senhor D. Francisco Largo Caballero desde Valverde, o dia 20 de fevereiro de 1936, que encetava como ¡Honorable camarada! Escrita com elegante caligrafia; ou aquela outra de dois meses mais tarde na que denunciava o atentau contra a vida do sei filho que nõ chegó a término, como di na carta: "...gracias al arrojo y serenidad del chico..."

O envio destes primeiros documentos, com independência do peso que puderam dal ao curso da investigaciõ e à culminaciõ final da obra que vos recomendo ler, sirviram para inicial esta amistai que agora gozamos.

Finalmente, como o dia da presentaciõ do livro haverá na mesa pessoas com julgamentos de valor e melhor preparaciõ que este que vos fala em calidai de amigo do autor; vos emprazo primeiro a que nos acompanheis esse dia e, em segundo lugar, vos recomendo que vos faias com um exemplar porque Javier trata com tal delicadeza e bõ gusto os feitos que narra na sua elegia, que penso que será da satisfaciõ de quantos a leiais à vez que vos iluminará sobre certos acontecimentos que se deram no nosso lugar durante a Guerra Civil.

Recordei o que escriviu Camilo José Cela no prólogo da obra de Javier Quiñones Años triunfales. Prisión y muerte de Julián Besteiro: "...su autor contribuye a la paz de los espíritus con el equilibrado manejo de la verdad." Na minha opiniõ esse pensamento vale igual para El hijo del guarda.

Vos esperamos.