4 ago. 2015

Exposiciõ de iconos ortodoxos, retábulo e capelas.


Frol sexpétala no pavimento da ermita do Santo Cristo.
No interiol da antiga ermita do Cristo del Humilladero, hoje conhocia como ermita do Santo Cristo; no causo de visitá-la entre os dias 6 ao 12 deste mes de agosto que acabamos de encetal, poderemos disfrutal, ademais da preciosa abóbada granítica de arcos cruzaus, sem decoraciõ, com nove claves; do retablo barroco de madeira dorá, do século XVIII; da imaginária entre a que destaca o Cristo crucificau, soberbia talha de escultol desconhociu do século XVI e o pavimento feito por pequenas pedras de cantos rodaus, formando encatadoras figuras; tamém poderemos contemplal, aos auspicios da Cofradía de la Vera Cruz da nossa localidai, ũa interessante a par que atrativa exposiciõ de iconos ortodoxos do Taller de Iconos ortodoxos de la ciudad de Coria e as pequenas capelas e retábulo com as suas propias talhas, do nosso paisano Valentín Sánchez Pereira.

Entrevistamos em primel lugal a José Berrío Carrasco, maiordomo da Cofradía de la Vera Cruz, de Valverde do Fresno, quem nos diz que a cofradia pretende, com a realizaciõ deste evento, dal a conhocel de cerca a labol que desarrolham estes talheres, como o de Coria, em pro da cultura e sacal a luz por primeira vez os trabalhos da autoria do ebanista jubilau Valentín Sánchez Pereira.

Aprovita igualmente a oportunidai que le brinda a ocasiõ para resaltal os fins da cofradia, que em resumen son: O fomento do culto público e atrael aos fieis à oraciõ, a cujo efeto abrem a ermita do Santo Cristo tos os xoves do ano. A prática da caridai para com os nossos vizinhos mais necessitaus, assina como a colaboraciõ com a paróquia e o cuidau e conservaciõ dos ornamentos e imaginária da propia ermita.

Iconos ortodoxos do talhel de iconos da ciudai de Coria.
Seguidamente, conversamos com Carmen Serrano, professora de plástica do Instituto de Educaciõ Secundaria Alagón de Coria que nos faló no nome do Taller de Iconos ortodoxos de la ciudad de Coria, que depende da paróquia de Sã Ignacio. Nos comenta que este talhel encetó a sua andadura em fevereiro do ano 2008, com o assessoramento do talhel de iconos de Cáçeres e do Centro de Espiritualidai de Valhadolid. Comenzaram a trabalhal os iconos na propia paróquia, pero o local se quedó pequeno, circunstância que prejudicava a conservaciõ dos iconos por o que com a posta em funcionamento da Casa da Igrexa de Coria se trasladaram a esta nova ubicaciõ, na que se encontram a disposiciõ de quem queira dil a visitá-los tos os mércores, de cinco a sete da tarde, nõ sendo período de vacaciõs. Mas como é agora o causo da exposiciõ em Valverde, fazem exposiciõs itinerantes; a primeira no colegio das monjas de clausura de la Madre de Dios, em Coria; depois outra com motivo da chegá da Cruz a aquela ciudai o quando se realizou na mesma o congresso de iconos; por outro lau, estuveram fai poico em Calzadilha e em Vegaviana, pero tamém cedem temporalmente iconos para eventos, quando se les solicite.

Referente a exposiciõ que podemos disfrutal durante os dias 6 ao 12 de agosto na ermita do Santo Cristo; nos comenta que os iconos representam trés temas fundamentais que sõ: a vida de Cristo, a vida da Virgem e a vida dos Santos. Se chamam iconos ortodoxos porque desde a edai media aos nossos dias nõ evolucionou a iconografia e como apreciamos nas pranchas toas as representaciõs sõ frontais, de tal maneira que desde qualquer parte que nós situemos para vel um icono, a imagem que representa sempres nos estará mirando. Os iconos principais representam a figura de Cristo (pantocrátor), pero para compreendel bem o que temos dientre, temos que sabel que os iconos nõ som pinturas como tal, mas por contra sõ escrituras que nos falam atraves do colol, dos olhos, das vestimentas, das mãs; por isso o talhel coloca folhetos explicativos entre os iconos, para a milhol comprensiõ dos temas que representam.
Retábulo com talhas de Valentín Sánchez.

Carmen nos informa igualmente que as pessoas que componem o talhel nõ pintam, o que fazem é tratal láminas, lixando a madeira, depois a envelhecem e pegam a lámina, a prensam e finalmente a tratam com latex para plastificá-la ou volvem a envelhecé-la, le aplicam pã de oiro, o estanho. Desde fai poico comenzaram tamém a pintal, pero neste causo se trata de iconos coptos. Coptos sõ os egipcios que profesam a fé cristiana. Os seis iconos se diferenciam em que sõ mais primitivos e utilizam tablas e pigmentos à água, mentras que os ortodoxos usam pigmentos a base de cola de água e pigmentos naturais. Nesta exposiciõ nõ trairam iconos coptos.

Pequena capela de Valentín Sánchez.
Finalmente, a representante do talhel de iconos de Coria manifestou que desde fai dois anos em que a diocese de Coria-Cáceres promoveu a realizaciõ urgente de obras de consolidaciõ da catedral de Coria para que nõ se caia, eles sintindo que este edificio pertence a toa a diocese no sei conjunto, destinam à catedral os importes que recaudam da venda dos iconos. A dia de hoje já donaram 800 euros e recorda que os iconos que se exponhem na ermita de Valverde se podem adquiril com destino a sua recaudaciõ aos fins anteditos. 

Por último, entrevistamos ao valverdeiroValentín Sánchez Pereira o que a finais do próximo mes cumplirá 85 anos de edai, quem nos conta que tendo 12 anos, quando corriam aqueles anos da fome, os sacaram da escola e os puseram a trabalhal a madeira; os primeiros 20 anos a mã e depois compraram maquinaria e sem que naide les ensinara cómo funcionavam; eles por sua conta comenzaram a utilizá-las. 

Animau por José, o maiordomo da Cofradia da Vera Cruz, saca por a primeira vez do sei talhel estas capilhas o capelas e o retábulo com as suas talhas que foi elaborando poico a poico desde que se jubilou. Nõ representam nenhum patrõ porque foram produto da sua imaginaciõ seidas da sua cabeza. Toas as pezas que expõ estã feitas a mã, utilizando o formõ.

Os representantes da Cofradia, do talhel de Coria e Valentín.